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Documento sem título Risco de Mercado

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Risco de mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação dos valores de mercado de posições detidas pela cooperativa de crédito.

A cooperativa está exposta ao risco de mercado quando o valor de carteira oscilar em função de variações nos preços de instrumentos financeiros, originárias de mudanças de:

I. câmbio;

II. taxas de juros;

III. preços de ações; e

IV. preços de mercadorias (commodities).

Como ilustração, considere uma cooperativa de crédito que possui um título de renda fixa (prefixado), com as seguintes características:

I. prazo de resgate: um ano;

II. valor futuro: R$ 1.000,00;

III. taxa de juros: 15% a.a.

Pode-se, então, calcular o valor presente do título da seguinte maneira:

Valor presente (taxa pactuada) = R$ 1.000,00 / (1+0,15)1 = R$ 869,56.

Havendo aumento na taxa de juros vigente no mercado para 20% a.a., observa-se alteração no valor de mercado do título, assim calculado:

Valor presente (taxa de mercado) = R$ 1.000,00 / (1+0,20)1 = R$ 833,33.

A diferença entre os valores do título indica a perda decorrente da variação de mercado da taxa de juros:

Perda = valor presente (taxa de mercado) - valor presente (taxa pactuada) R$ 833,33 - R$ 869,56 = (R$ 36,23)

Oscilações em preços e em taxas podem gerar alterações, positivas ou negativas, nas posições financeiras das cooperativas, implicando, conforme o caso, em ganhos ou em perdas relacionadas ao risco de mercado. No exemplo apresentado, o valor do título foi calculado com base na taxa de juros vigente no mercado, procedimento denominado mark-to-market (marcação a mercado).

O mark-to-market possibilita a mensuração dos valores de mercado de ativos e de passivos, considerando as oscilações apresentadas em variáveis financeiras, tais como juros e câmbio.

O valor de mercado dos ativos, no caso, é definido como o valor atual dos seus fluxos futuros de caixa, os quais são descontados pelas taxas vigentes no mercado.

O risco de mercado também pode também advir dos descasamentos entre ativos e passivos decorrentes de fatores como:

I. prazo;

II. moeda (indexadores);

III. taxas;

IV. utilização de derivativos.

Diagrama de riscos

Os riscos que expõem as cooperativas a perdas decorrentes da flutuação dos valores de mercado, cuja identificação, análise, mitigação, monitoramento e controle, estão previstos no Manual de Gerenciamento do Risco de Mercado – MRM estão apresentados como parte da ilustração em seguida:

Tipos de risco de mercado

Os riscos de mercado podem ser classificados em quatro diferentes modalidades:

I. risco de câmbio;

II. risco de taxa de juros;

III. risco de preços de ações; e

IV. risco de commodities.

Risco de câmbio

Consiste na possibilidade de perdas decorrentes de oscilações nas taxas de câmbio. Esse tipo de risco pode surgir quando a cooperativa:

I. detém ativos vinculados à variação cambial (como títulos ou empréstimos atrelados à variação do dólar);

II. adquire títulos, no exterior, de empresas estrangeiras ou de governos de outros países;

III. opera no mercado internacional, por meio de agência ou de outra cooperativa que tenha autorização para realizar transações do gênero (tendo a expectativa de receber sobras, não denominadas em moeda local);

IV. realiza operações, com fins especulativos, de compra e de venda de moeda estrangeira nos mercados à vista ou por meio de contratos futuros, de opções ou de swaps;

V. capta recursos no exterior, havendo custo indexado à variação cambial;

VI. realiza operações de financiamento ao comércio exterior.

A cooperativa pode assumir ativos indexados à variação cambial e/ou assumir passivos em moeda estrangeira, o que cria a possibilidade de existência de descasamentos de moedas (gaps), fato que implica na exposição da cooperativa a risco de mercado.

A exposição líquida ativa em câmbio (“posições ativas” superiores às “posições passivas”) significa que a cooperativa está “comprada” em determinada moeda estrangeira, sujeitando-se à possibilidade de perdas em relação à moeda local.

A exposição líquida passiva em câmbio (“posições ativas” inferiores às “posições passivas) significa que a cooperativa está “vendida” em determinada moeda estrangeira, havendo a possibilidade de valorização em relação à moeda nacional.

A existência de uma posição não inteiramente equilibrada, em qualquer moeda, expõe a cooperativa ao risco de variação cambial.

É possível mitigar o risco de mercado, como o de taxas de juros e de câmbio, por meio da utilização de derivativos, como contratos futuros e operações de hedge (proteção).

Risco de taxa de juros

Consiste no risco de perdas em função de oscilações observadas nas taxas de juros.

Os títulos com vencimentos de longo prazo demonstram maior sensibilidade às oscilações de juros, apresentando, portanto, maior risco.

O vencimento do título, contudo, é uma medida limitada de mitigação do risco de taxa de juros, pois considera, apenas, o prazo de resgate do principal, ignorando os pagamentos intermediários de juros (cupons).

A medida de mitigação de risco de taxa de juros mais apropriada é a gestão do prazo médio ponderado pelos valores presentes dos fluxos de caixa futuros (duration), uma vez que considera o pagamento do principal e das parcelas intermediárias de juros.

A tabela a seguir demonstra o cálculo para título com valor de R$ 100,00, juros anuais de 10% e prazo de cinco anos:

 

No exemplo retro apresentado, a taxa de desconto é a própria taxa de retorno do título (10% a.a.).

Para a obtenção da duration, divide-se o somatório do valor apurado na coluna “Tempo x Valor Presente” por 100 (preço do título), a qual, no exemplo em questão corresponde a 4,17 anos.

Verifica-se, assim, que a duration, por considerar os momentos de todos os fluxos futuros, constitui indicador de prazo mais sofisticado que o vencimento, medindo, de maneira mais apropriada, a sensibilidade do preço de um ativo às variações nas taxas de juros.

A duration é a medida da sensibilidade de um ativo em relação à taxa de juros. Dessa forma, quanto maior o valor do ativo, mais sensível fica em relação a mudanças nos juros.

A mensuração do risco de taxa de juros resulta da aplicação de técnicas como análise de gaps (mapas de descasamentos de prazos de ativos e passivos) e duration (simples e modificada), bem como da aplicação de diferentes tipos de simulação.

A exposição ao risco de taxas de juros ocorre quando da:

I. tomada de posições ativas em títulos prefixados (que têm seu valor de mercado reduzido com o aumento das taxas de mercado);

II. existência de descasamentos de prazos entre ativos e passivos.

A mudança nos juros não impacta somente as posições ativas das cooperativas, mas também as passivas, uma vez que o valor presente dos instrumentos financeiros depende das taxas de juros vigentes no mercado, as quais são utilizadas no desconto dos fluxos futuros de caixa.

O descasamento de prazo entre ativos e passivos ocorre, entre outras situações, quando a cooperativa capta recursos pelo prazo de um ano, os quais financiam a compra de ativos de dois anos.

Risco de preços de ações

Consiste no risco de perdas devido a oscilações no valor de mercado de carteiras de ações.

Exemplos: variação nos preços de carteiras constituídas por ações como Petrobrás PN, Vale PN, Eletrobrás PNB, e outros.

Risco de commodities

Consiste no risco de perdas devido a alterações no valor de mercado de carteiras de commodities.

Exemplos: variação nos preços de carteiras constituídas por ouro, prata, platina, soja, café, boi gordo, cacau, entre outros.