Coplana promove a 5ª Entrega da Carta de Solos Ambicana

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Os produtores que utilizaram o serviço de Carta de Solos receberam no dia 12 de dezembro, no auditório da Socicana, em Guariba, os relatórios com os mapas de suas propriedades. Foram 11 produtores que a partir de agora tem um conhecimento ainda maior sobre seu ambiente de produção e que podem, portanto, fazer um manejo varietal mais detalhado.

De acordo com o gerente do Departamento de Tecnologia Agrícola e Inovação, Pablo Humberto Silva, explicou que a Carta de Solos, que é feita com o suporte do Ambicana, um projeto do Instituto Agronômico (IAC), possibilitou este mapeamento preciso dos solos das propriedades de 11 produtores, perfazendo uma área total de 3.200 hectares.

O pesquisador do IAC Hélio do Prado, o pedólogo (especialista em estudo de solo) mais antigo em atividade no Brasil, fez a apresentação após a entrega de cada relatório, explicando cada tipo de solo. Ele explicou que o Ambicana (qualificação dos ambientes de produção de cana-de-açúcar) visa treinar os técnicos das usinas em classificação de solos numa área piloto escolhida. Nessa área, consideram-se as variações da produtividade de cana-de-açúcar, da coloração e do teor de argila dos solos. Uma vez treinados esses técnicos continuam esse trabalho na área complementar aumentado densidade de observações/área conforme a necessidade.

O projeto Ambicana estimula que os técnicos treinem intensamente a estimativa do teor de argila baseado na pegajosidade do solo molhado. Esse procedimento tem duas importantes consequências práticas: fornece o teor de argila, que é indispensável para classificar o solo e parte das amostras são analisadas por classe de solo para constar no relatório.

O outro pesquisador do IAC, André César Vitti, falou sobre o manejo de solo e a importância do preparo e plantios adequados à cada ambiente de produção. “O que precisamos saber para um bom preparo, além do tipo de solo, é a época e os tipos de preparo, que devem, é claro, estar de acordo com o tipo de solo. Incorporar corretivos e resíduos, eliminar camadas compactadas, aeração, trocas gasosas, expor pragas de solo e adequar o terreno são ações fundamentais”, destacou Vitti.

Pablo lembrou que “esta ferramenta é primordial para a escolha de qual variedade se plantar no momento da reforma do canavial, manejo dos diferentes tipos de solo e escalonamento da colheita partindo-se dos solos mais restritivos”. Além disso, o serviço está disponível para todos os cooperados e que a realização do trabalho, até a entrega do relatório, duram em média seis meses.

 

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