Perspectivas para o setor de fertilizantes

A Coplana e a Mosaic Fertilizantes promoveram, no dia 26 de novembro, uma palestra que mostrou o panorama dos fertilizantes no Brasil e no mundo. A conclusão é de que a demanda deve continuar subindo. “Portanto, é imprescindível olhar o mercado, acompanhar de perto e ficar por dentro dos desafios, como, por exemplo, saber o que vai acontecer com as tabelas de frete”. Este foi o alerta do palestrante João Roberto Galhardo, gerente de Matéria-prima da Mosaic, que junto com o consultor agronômico da Mosaic, Jorge Eduardo Ferreira, apresentou o tema “Manejo para altas produtividades em cana: perspectivas para o setor de fertilizantes”.

Galhardo explicou que o Brasil é abastecido pelos principais mercados internacionais. “Assim, não muda nada em 2019, com o novo governo, uma vez que quem determina preços e rege a lei de oferta e demanda é mesmo o mercado internacional. Preço é oferta e demanda, nada além disso. E o Brasil não tem investimentos significativos neste setor previstos para 2019. O cenário, portanto, permanece o mesmo, com tendência de continuar aumentando a demanda”, resumiu.

02O gerente lembrou que o Brasil consome 36 milhões de toneladas e que é o quarto maior consumidor do mundo, sendo precedido pela China, que ocupa o primeiro lugar, seguida da Índia e Estados Unidos. “No Brasil, o Estado que mais tem aumentado a demanda por fertilizantes é o Mato Grosso”, afirmou. Galhardo também apresentou o panorama do desempenho do nitrogênio, fósforo e potássio, os três principais macronutrientes que compõem os fertilizantes.

Ferreira, por sua vez, falou das opções de tecnologia para incremento de produtividade. “A eficiência da fonte de fósforo precisa ser destacada, bem como a solubilidade do magnésio e sua interação com a cultura da cana. A fonte de boro, no entanto, é a que atende criteriosamente a necessidade da cultura da cana. Ou seja, cada nutriente tem sua importância e seu papel”, concluiu.

Colaboradores da Coplana e produtores participaram da palestra e declararam que a apresentação foi esclarecedora. “A palestra auxiliou a gente a tomar a decisão na antecipação da compra para o plantio da cana. Os dados informados já eram os que tínhamos em mente.  A gente já sabia que o potássio ficaria neste patamar, mas foi bom saber que os nitrogenados vão ter alterações, com menor uso de fontes de nitrato. Isso vai levar à mudança de estratégias para outras fontes nitrogenadas”, comentou o produtor Azael Pizzolato Neto.

Fotos e Produção de texto: Renata Massafera – Neomarc

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