Núcleo da Mulher conhece mercado do café em visita à Cocapec

Como parte de sua programação de 2020, o Núcleo da Mulher da Coplana promoveu uma visita à Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas, Cocapec, em Franca/SP, no dia 31 de janeiro. Participaram, além de cooperados e cooperadas, esposas, filhos e filhas, que foram recebidos por Saulo de Carvalho Faleiros, diretor secretário da Cocapec.

Ele explicou que a cooperativa tem nove comitês educativos, que são a força do canal de comunicação com o cooperado. “Temos um comitê em cada filial. Grande parte do que foi decidido em nossa cooperativa passou pelos comitês”, explicou. Segundo ele, o maior desafio da Cocapec é a sucessão. “O nível de fidelidade dos cooperados fundadores é bem maior do que o dos mais recentes. Nosso desafio, portanto, é conquistar a adesão dos jovens. Estamos tentando fazer o jovem entender o valor da cooperativa nos serviços integrados que ela leva ao seu negócio”, comentou Faleiros.

O diretor complementa que, em relação a estrutura e logística, a cooperativa está de acordo com o planejado pela Diretoria Executiva e Conselho de Administração, com armazém informatizado, loja com 28 mil itens, sete unidades, 309 colaboradores e 2.793 cooperados, sendo 86% de pequenos produtores.

A superintendente da Coplana, Mirela Gradim, avaliou a visita como muito produtiva, principalmente para a compreensão sobre a forma de fixação de preços do café e insumos. “Foi importante para esclarecer a diferença entre um produto que é commodity, como o café, e os que não são, como cana-de-açúcar e amendoim. Também conseguimos analisar a armazenagem. A troca de experiências é sempre muito produtiva”, disse.

Mirela destacou ainda que a visita possibilitou a percepção de que duas cooperativas com produtos distintos passam pelos mesmos desafios. “Como sucessão de cooperados, nova geração, fidelização e necessidade permanente de mostrar os valores da cooperativa, que vão além do preço da matéria-prima”, citou. Entre todos os membros do grupo que participaram, a sensação foi a mesma: a visita à Cocapec ratificou a importância do cooperativismo, de uma administração comprometida e do enfrentamento dos desafios que são comuns à maior parte das cooperativas.

A coordenadora do Núcleo da Mulher, Danielle Bellodi Baratela, considerou uma experiência de muito aprendizado. “Comparada à Cooxupé, que também é co- operativa de café e que nós já visitamos, a estrutura é menor, porém a organização me chamou a atenção. O armazenamento deles é de ponta, com chip de identificação do produto e do produtor. Valeu muito a pena conhecer o trabalho social desenvolvido. Já o investimento que a Coplana está fazendo, proporcionando estas visitas, é excelente. A tendência é o aumento da participação de cooperados nestas ações”, opinou Danielle.

O vice-coordenador do Lideragro, Bruno Homem, aprovou mais esta iniciativa da Coplana. “A Cocapec se mostrou extremamente engajada em seu negócio, na busca da superação dos desafios e contínua melhoria para seus cooperados. Gostei muito da viagem técnica, foi de grande aproveitamento. Apesar deles trabalharem com um produto que é commodity, diferente do nosso caso, temos muitos fatores em comum, principalmente a relação com o cooperado. Com certeza, muitos outros cooperados deveriam ter participado”, observou Bruno.

O produtor Adair Vieira Ribeiro ficou entusiasmado e destacou não só a receptividade da cooperativa de Franca, mas também a dedicação da Coplana em promover o intercâmbio. “Eu não imaginava que íamos conhecer uma cooperativa daquele porte, grande, organizada, todos muito educados. Foi muito produtivo e interessante. Gostei demais da visita. Agradeço à Coplana porque faz tudo pelo seu cooperado”, elogiou Adair.

Um pouco mais sobre a Cocapec

Fundada em 11 de julho de 1985, em Franca/SP, a Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas, Cocapec, conta com 2.793 cooperados, tendo transformado o cenário da cafeicultura da região e motivado o crescimento tecnológico no campo. São 13 municípios da região da Alta Mogiana atendidos pela matriz (Franca/SP), além dos núcleos nas cidades de Capetinga, Claraval, Ibiraci e São Tomás, em Minas Gerais; Cristais Paulista e Pedregulho, em São Paulo.

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