Coplana conclui transferência da gestão de sua Central para o Inpev

Atendimento ao produtor é mantido regularidade e no mesmo local

No mês de março, a Coplana realizou a transferência da gestão de sua Central de Embalagens para o Inpev, Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias. O instituto está assumindo a gestão das unidades de recebimento em todo o Brasil, e a transferência da Central, em Guariba/SP, ocorreu de maneira estruturada. A equipe foi mantida, com os colaboradores que já atuavam no local, e também o atendimento ao produtor acontece normalmente.

A Central da Coplana foi a primeira iniciativa de logística reversa de embalagens de defensivos do Brasil, fruto da parceria entre os diversos elos da cadeia produtiva, como afirma o diretor-presidente do Inpev, João Cesar Rando. “Foi parte do projeto-piloto junto com a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), Secretaria de Estado da Agricultura e Associação dos Engenheiros Agrônomos de São Paulo, dando origem ao Inpev e ao Sistema Campo Limpo, programa de logística reversa das embalagens vazias e sobras pós-consumo de defensivos agrícolas. O trabalho em Guariba demonstrou que o Sistema funciona com o princípio da responsabilidade compartilhada e serviu de referência para a implantação das demais unidades brasileiras”, afirmou o executivo.

Rando reforça ainda que a transferência da gestão marca uma parceria de sucesso entre Cooperativa e Instituto. “O relacionamento do Inpev com a Coplana sempre foi de mútua cooperação e de parceria. As duas organizações investiram em programas de educação para os agricultores cooperados; na realização do Dia Nacional do Campo Limpo todos os anos, desde a sua criação em 2005; e na implementação do PEA – Programa de Educação Ambiental. A Central de Guariba, sob a responsabilidade da Coplana, ao longo de todos esses anos, teve uma gestão excelente com importante contribuição para o sucesso do Sistema Campo Limpo. Entre os compromissos assumidos pelo Inpev e pela Coplana para a transferência da gestão da central, está o de reforçar ainda mais esses laços que marcam o nosso relacionamento”, comentou o executivo do instituto.

No segundo semestre, a unidade deve funcionar em novas instalações, no Distrito Industrial de Guariba, seguindo um conceito moderno e alinhado aos padrões atuais das unidades de recebimento do Sistema. Antes da transição, a nova estrutura estava sendo planejada pela Cooperativa, com o objetivo de promover melhorias contínuas no atendimento aos produtores.

O papel relevante da Coplana deve ter um espaço especial na nova unidade, com a criação de um centro de memória no local para preservar este histórico. “O Inpev dedicará um espaço nas instalações da nova central em construção, para um museu, que mostrará essa trajetória marcada pela excelência e que contribuiu para posicionar o Sistema Campo Limpo como referência mundial”, conclui Rando.

Central de Recebimento de Embalagens da Coplana:

Os estudos para a implantação da Central da Coplana começaram em 1991, quando técnicos da Cooperativa, da Aeasp (Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo), Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo e Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal) deram andamento às pesquisas sobre o assunto. Não se sabia qual destino seria adequado e nem como ocorreria a descontaminação. Devido ao seu volume e riscos, as embalagens haviam se tornado um grande problema para produtores rurais, fornecedores de defensivos e órgãos ambientais.

Neste período também, foi criada a legislação que instituía o receituário agronômico. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) definiu como deveria ser a lavagem das embalagens vazias dos produtos fitossanitários. Os estudos revelaram que o ideal seria a tríplice lavagem ainda no campo, no momento do uso do defensivo. Com isto, a embalagem passou a ser considerada um resíduo comum em vez de um resíduo perigoso, o que possibilitou a reciclagem.

Para orientar os produtores da região, membros da equipe Coplana começaram as visitas às propriedades, em 1993, um ano antes do funcionamento efetivo da Central.

Em 1994, quando começou a funcionar, a Central passou a receber volumes significativos de diversas regiões, em virtude da demanda reprimida de indústrias e de produtores que haviam estocado as embalagens nas propriedades.

O projeto da Cooperativa serviu de base para a Lei Federal 9.974/00, que regulamentou a logística reversa desses materiais no país. O trabalho evoluiu e tornou-se referência para unidades brasileiras e do exterior. Hoje, aproximadamente 100% dos cooperados da Coplana realizam a destinação correta. Do início das atividades da Central de Guariba até janeiro de 2021, foram recolhidas 15.687 toneladas de embalagens. Anualmente, o volume recolhido é de 500 toneladas, entre embalagens plásticas, de metal, papelão e tampas.

Inpev, Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias:

Desde 2002, é entidade gestora do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

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