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Educação cooperativa 2019

Atualização profissional e pessoal: uma condição para alcançar seus objetivos!

Inscrições abertas para o Programa Educação Cooperativa, uma parceria entre Coplana e Sescoop/SP.

Conhecimento de impacto para seus negócios, seu trabalho e sua vida!

Aulas no Auditório da Socicana

  • Rua José Mazzi, 1450
  • Vila Garavello, Guariba/SP
  • Sempre das 8h às 17h

Inscrições gratuitas

  • Podem se inscrever cooperados, jovens cooperados, esposas de cooperados, filhos, funcionários da administração da fazenda.
  • As inscrições se encerram sempre 10 dias antes da realização de cada curso.
  • As vagas são limitadas e podem se esgotar com antecedência.

Termo de compromisso

  • No ato da inscrição, pelo site da Cooperativa, é necessário concordar com o Termo de Compromisso referente ao comparecimento às aulas.
  • Em caso do não comparecimento, a Cooperativa reserva-se o direito de cobrar multa do inscrito. Ressalta-se que a inscrição somente será válida se o interessado clicar em “Aceitar Termo de Compromisso”.

Contatos para mais informações

  • (16) 3251-9233 – Tamíris
  • (16) 3251-9285 – Pedro

JORNADA EMOCIONAL

  • Autoconhecimento – necessidades e valores, objetivo e foco, canais sensoriais • Autocontrole – tempo racional e emocional – porque as pessoas reagem de formas diferentes a mensagens idênticas? • Empatia – resiliência, comunicação empática e assertiva, escuta empática • Flexibilidade – feedback, administração de conflitos e alinhamento de valores • Habilidade social – ética e valores, política e sustentabilidade, rapport.

25 e 26 de abril – 16 horas de duração

GESTÃO DO TEMPO

  • Por que administrar o tempo? • A gestão do tempo aumentando a produtividade no trabalho • Controlando seu tempo • Administração por objetivos • Gestão do tempo e redução do estresse • Alguns passos para gerenciar seu tempo com maior eficácia • Ferramentas de gestão do tempo • Erros e falhas na gestão do tempo.

30 de maio – 8 horas de duração

TRABALHO SOB PRESSÃO

  • Como manter a calma • Solução de problemas – alternativa mais comum • Desafios – como enfrentá-los com sucesso • Utilização do tempo – foco no alcance de objetivos • Controle do estresse • Exercício da reflexão – pensar antes de fazer • Qualidade de vida – mantendo as condições pessoais e profissionais.

31 de maio – 8 horas de duração

TÉCNICAS DE NEGOCIAÇÃO

  • Importância e etapas da negociação • Os cinco resultados da negociação • A arte de negociar • Assertividade 
  • Concessões • Comportamento e estilo de negociação • Ganha – ganha • Estratégias e táticas para uma negociação bem-sucedida • Postura do negociador.

27 de junho – 8 horas de duração

CUSTOS E ORÇAMENTO

  • Visão Geral do orçamento • Planejamento e orçamento Estratégico • Planejamento e controle orçamentário • Mecanismos orçamentários • Classificação de custos e despesas • Métodos de custeio • Ponto de equilíbrio 
  • Retorno de investimento • Formação de preço • Fluxo de caixa projetado • Planejamento e controles • Comparativo: orçado x realizado.

28 de junho – 8 horas de duração

LIDERANÇA PARA RESULTADOS

  • Conceitos de líder e principais habilidades • Gestão de resultados na cooperativa  Estabelecimento de metas  O processo decisório do líder  A delegação do líder  O perfil do líder moderno  A liderança como fator de sucesso na obtenção de resultados positivos  Eficácia, eficiência e efetividade  Automotivação e inteligência emocional.

25 e 26 de julho – 16 horas de duração

COMUNICAÇÃO ASSERTIVA

  • Vícios de linguagem • Atitudes adequadas e inadequadas • O processo de comunicação • Canais de comunicação • Distorções e barreiras no processo de comunicação • Percepção e modelos mentais • Estilos de comunicação e seus impactos • Comunicação escrita • Comunicação telefônica • Comunicação assertiva • Componentes do discurso – gestos, tom, volume, etc. • Como lidar com posturas agressivas, passivas e assertivas • Como dar feedback • Como ter foco em reuniões.

29 e 30 de agosto – 16 horas de duração

COACHING E FEEDBACK

  • O líder coach • Os contextos de coaching • O relacionamento de coaching na prática • Princípios e práticas de coaching • O processo de comunicação • Autoconhecimento e feedback • Exposição e feedback • Finalidade do feedback • Tipos de feedback.

19 e 20 de setembro – 16 horas de duração

CURSO COMO FALAR EM PÚBLICO

  • Características de uma boa apresentação • Timidez e medo de falar • Como lidar com o medo • Processo de comunicação • Aparência, postura, movimentação, expressões faciais, gestos • Articulação da fala, ritmo, entonação da voz, ênfase, ampliação do vocabulário, vícios de linguagem, gramática para comunicação oral, objetividade • Interpelação e argumentação • Etapas da apresentação, uso de recursos audiovisuais, formas de tornar o discurso mais atraente • Ações perante as diferentes reações da plateia, preparação para a fala de improviso.

24 e 25 de setembro – 16 horas de duração

Lançamento do +Cana 4.0 supera expectativas

Até 50 produtores poderão fazer parte da nova etapa

O lançamento do +Cana 4.0, que aconteceu no dia 31 de janeiro, no auditório da Socicana, em Guariba (SP), superou as expectativas e mostrou que o produtor está atento aos benefícios tecnológicos promovidos pela união da pesquisa com a prática no campo. O evento contou com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira, do diretor geral do Instituto Agronômico (IAC), Marcos Antônio Machado, representantes da Fatec e Unesp de Jaboticabal, usinas da região, Orplana, CATI, bem como diretores das entidades parceiras, pesquisadores, estudantes, técnicos e produtores.

O secretário de Agricultura, Gustavo Junqueira, parabenizou pela parceria e evidenciou a importância deste trabalho, no sentido de reconhecer o papel do agronegócio como ferramenta de desenvolvimento no Estado e no Brasil. “O programa +Cana vem trazer para o produtor tudo o que a secretaria de Agricultura vem promovendo: tecnologia, valorização e evolução de culturas como a cana-de-açúcar. O que todos nós queremos é diminuição de custos e aumento de produtividade. Os produtores têm ganhado muito com estas tecnologias, fruto de pesquisas”, avaliou.

Produtores que participaram das primeiras edições ressaltam benefícios

Para Renato Trevizoli, da Agrícola Trevizoli, a adoção do sistema tem resultados significativos. “A implantação de viveiros na propriedade nos trouxe uma grande independência para a introdução de variedades novas e a oportunidade de avaliar vários materiais, possibilitando uma escolha mais segura quanto ao produto que será destinado à área comercial. Ter pesquisadores como Landell e Xavier dentro das nossas propriedades, nos orientando, imprime um valor incomensurável ao programa.”

Rodrigo Spina declarou que o Viveiro Spinagro Mudas Pré-Brotadas surgiu graças à participação na terceira onda do +Cana. “Tivemos acesso aos materiais certificados, de alta qualidade, que deram origem ao nosso matrizeiro. Estamos felizes de participar da quarta edição, em que vamos prover mudas de qualidade aos novos participantes.”

“Há quatro anos eu estava no mesmo lugar que vocês, produtores que estão sendo apresentados ao +Cana 4.0. Ouvi tudo sobre o projeto e acreditei que se fosse bem executado seria de muita utilidade. Os profissionais da Socicana, Coplana e IAC executaram tudo com muita competência. Vocês têm a sorte de pegar um programa que nós mesmos testemunhamos que é bem sucedido”, afirmou Rogério Consoni.

“O projeto foi fundamental para os produtores, fazendo com que tivessem acesso a novas variedades, aumentando a produtividade. Faço parte do projeto piloto, a primeira onda. Hoje, 100% das minhas mudas são provenientes do +Cana. Foi um divisor de águas na minha propriedade. Tenho minhas próprias mudas e nem consigo atender à demanda de quem quer comprá-las”, comentou Sérgio Pavani.

Trabalho conjunto

O presidente da Socicana, Bruno Rangel Geraldo Martins, lembrou que o aumento de produtividade é um fator de

sucesso para o agrcultor e nada mais efetivo do que a Associação buscar tecnologia para que ele possa atingir o máximo possível do potencial da lavoura. “Seremos sempre parceiros do IAC, junto com a Coplana, porque este tipo de parceria, com a parte produtiva dizendo o que precisa, e a parte governamental investindo em suprir a necessidade do produtor, é um modelo de sucesso”, comentou Bruno.

José Antonio Rossato Junior, presidente da Coplana, declarou que a despeito dos desafios do negócio cana-de-açúcar, o legado construído pelo projeto +Cana contribui para que os produtores enfrentem momentos de adversidade: “trazemos uma oportunidade de difusão de tecnologia, com o suporte de um instituto renomado que é o IAC. O projeto +Cana nos provoca como produtores de cana-de-açúcar no sentido de produzir de forma diferente para alcançar resultados diferentes. Traz inquietude e uma profunda reflexão acerca de como destravar os limites da produtividade agrícola”, resumiu Rossato.

O diretor Geral do IAC, Marcos Antônio Machado, lembrou que a transferência de tecnologia, promovida pelo Centro de Cana/IAC, por meio do +Cana, “tem alto impacto para o produtor e muda o plantio de cana. É uma força que ajuda a transformar o sistema de produção”, afirmou Machado.

+ Cana 4.0 é sinônimo de maior alcance

O diretor do Centro de Cana do IAC, Marcos Landell, lembrou das dúvidas dos produtores antes do lançamento da primeira edição do programa há quatro anos e fez um paralelo com o período atual. “Hoje, os produtores têm o testemunho, a vivência e a experiência de quem já participou do programa e vê, na prática, as suas vantagens. A qualidade da produção, inclusive, tem contribuído para transformar alguns produtores em viveiristas credenciados pelo Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). Este nível de profissionalização é uma conquista da equipe responsável pelo trabalho e dos agricultores envolvidos.”

O pesquisador do Centro de Cana do IAC, Mauro Xavier, comenta que uma muda pré-brotada é um produto de tecnologia agregada e que a quarta fase do programa complementa as experiências das edições já executadas. “Essas ações têm como hipótese gerar facilidade para o produtor e viabilizar a utilização de MPB em larga escala na realidade da propriedade agrícola. Portanto, gera desdobramentos na logística, reduzindo o custo de produção da MPB e qualificando o processo produtivo”, explica Xavier.

O acesso ao sistema MPB é visto de forma positiva pelo superintendente da Socicana, Rafael Bordonal Kalaki, considerando o suporte ao produtor para desenvolver suas próprias mudas e o acesso a novas variedades. “A produção de MPB pode ser uma ferramenta para pequenos, médios e grandes produtores. Com poucos investimentos, é possível produzir a MPB, montar seu viveiro primário e até comercializar as mudas”, avalia.

Pablo Humberto Silva, gestor do departamento de Tecnologia Agrícola e Inovação da Coplana, destaca que o programa pode mudar completamente os resultados do canavicultor. “Temos pequenos produtores que passaram a contar com um novo segmento de negócio, verticalizando a produção, tornando-se viveiristas licenciados e credenciados, aptos à comercialização de MPB”, afirma. Pablo também listou as novidades da atual edição. “Temos novas cultivares do IAC em destaque, a integração das melhores práticas das edições anteriores e a socialização do modelo, para atendimento a um número maior de produtores”, conclui o gestor.

O programa +Cana

A primeira etapa do programa +Cana foi lançada em 2015, fruto da parceria entre Coplana, Socicana e IAC. Tanto a Cooperativa quanto a Associação, diante da crise do setor e da baixa produtividade dos canaviais, buscaram junto ao Centro de Cana uma solução que trouxesse sustentabilidade para a produção. O +Cana rompe o paradigma de plantio, introduzindo o sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB). “Para sair dos patamares atuais de produtividade e dar saltos quantitativos significativos, temos de ser rápidos na adoção de novas tecnologias. Caminhar em direção aos três dígitos de produção, acima de 100 toneladas/ha, na média de cinco cortes”, apontou Marcos Landell.

Fotos: Ewerton Alves/Produção de texto: Renata Massafera – Neomarc

Iniciativa conecta pesquisadores a produtores

No dia 31 de janeiro, ocorre o lançamento de mais uma fase do consagrado programa +Cana, a versão 4.0, uma parceria entre Coplana, Socicana e IAC que resultou em uma mudança de paradigma no plantio. Esta edição terá maior alcance, podendo chegar a 50 agricultores, que terão autonomia para produzir a própria muda e elevar seu patamar de produtividade em cana.

Uma nova produção de cana-de-açúcar

O diretor do Centro de Cana/IAC Ribeirão Preto, Dr. Marcos Landell, lembra que o +Cana tem sido uma importante ferramenta para a adoção de novos conceitos de produção. “Entre eles, a inclusão de novas variedades com maior potencial; canas com maior população de colmos, que conseguem perfilhar mais e, com isto, gerar uma expectativa de maior longevidade dos canaviais. Estas variedades são também mais adaptadas ao plantio e à colheita mecânica”, explicou Landell.
Ele completa que o programa está sendo aplicado com grande sucesso em várias regiões do Brasil. “A ideia é que este +Cana 4.0 tenha maior poder de capilaridade no âmbito da Cooperativa e da Associação, possibilitando alcançar maior número de produtores, e assim promover a verticalização de suas produtividades agrícolas, tornando-os mais sustentáveis.”
O vice-diretor do Centro de Cana, Dr. Mauro Xavier, ressalta o valor da interatividade. “Este projeto permitiu trazer o produtor para a instituição de pesquisa e levar o pesquisador para dentro da propriedade agrícola, onde de fato as coisas acontecem. O ponto forte é entregar a capacitação para o produtor fazer a gestão de seu material de propagação, mantendo qualidade no processo e abrindo diversas outras perspectivas de desdobramento das tecnologias. Isso é fundamental, o produtor entender que ele pode resgatar a gestão sobre algumas etapas importantes do processo de produção de cana-de-açúcar.”

Opinião de produtores que já participam
“O +Cana foi um dos melhores projetos que a Coplana e a Socicana já fizeram. Fiz parte da primeira etapa, e todos os produtores que como eu participaram deste projeto tiveram uma vantagem muito significativa, uma vez que podemos ter muitas variedades de cana, que eram testadas em usinas e hoje o são dentro da própria fazenda.” Ricardo Bellodi Bueno
“O +Cana foi um marco divisório na fazenda e na minha vida como produtor. Trouxe uma capacitação enorme, ferramentas que nós não encontramos em lugar nenhum, e não é à toa que o +Cana ganhou um prêmio nacional, reconhecimento de tudo que vivenciamos: a parte técnica, a teoria sobre mudas, nutrição, pragas e tudo o que está envolvido na produção de cana.” Rogério Consoni
“O projeto foi fundamental para os produtores, fazendo com que tivessem acesso a novas variedades de cana, aumentando a produtividade. Faço parte do projeto piloto, a primeira onda. Hoje, 100% das minhas mudas são provenientes do +Cana.” Sérgio Pavani
“Eu participo desde a primeira fase e o considero muito interessante. Proporcionou o acesso a novas tecnologias de plantio, novas variedades de mudas, uma propagação de variedades com rapidez muito maior da que eu tinha antes, sem contar a capacitação técnica dos nossos funcionários pelo IAC.” Francisco Antonio de Laurentiis Filho

+Cana 4.0 – Cooperados e Associados poderão participar como Polos Produtores

 

No dia 31 de janeiro de 2019, a Coplana, a Socicana e o IAC (Instituto Agronômico) vão lançar o +Cana, versão 4.0, com uma reunião no auditório da Socicana, em Guariba/SP.

A próxima edição do programa vai ampliar a participação, abrindo a oportunidade para até 50 polos de produção.

Entre os objetivos está a rentabilidade da produção de cana, que enfrenta os desafios de vários anos de restrição. A partir do +Cana, é possível verticalizar a produção e maximizar o uso das variedades, visando a cana de três dígitos, ou seja, média de 100 toneladas/ha nos cinco primeiros cortes.

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Como funciona o programa?

Os produtores irão participar de oficinas nas propriedades e serão acompanhados por pesquisadores do IAC e Centro de Cana de Ribeirão Preto, com a coordenação do Dr. Marcos G. Landell e Dr. Mauro Xavier.

Cada Polo Produtor irá receber o lote com novas variedades adaptadas ao seu ambiente de produção para a formação de um novo viveiro básico. Terão suporte para produzir uma muda de qualidade via MPB (muda

pré-brotada), instalar e conduzir um viveiro primário, rejuvenescer o

plantel varietal e até manejar meiosi em altas taxas de multiplicação.

Produtores viveiristas estarão encarregados das fases mais importantes

de produção da muda pré-brotada do IAC, que detém a variedade, e que ficará

responsável pela produção das plântulas matrizes na fase da brotação.

 

Converse com o seu Agrônomo e prepare-se para o +Cana 4.0,

dia 31 de janeiro de 2019, 8h30, no auditório da Socicana, em Guariba/SP.

Perspectivas para o setor de fertilizantes

A Coplana e a Mosaic Fertilizantes promoveram, no dia 26 de novembro, uma palestra que mostrou o panorama dos fertilizantes no Brasil e no mundo. A conclusão é de que a demanda deve continuar subindo. “Portanto, é imprescindível olhar o mercado, acompanhar de perto e ficar por dentro dos desafios, como, por exemplo, saber o que vai acontecer com as tabelas de frete”. Este foi o alerta do palestrante João Roberto Galhardo, gerente de Matéria-prima da Mosaic, que junto com o consultor agronômico da Mosaic, Jorge Eduardo Ferreira, apresentou o tema “Manejo para altas produtividades em cana: perspectivas para o setor de fertilizantes”.

Galhardo explicou que o Brasil é abastecido pelos principais mercados internacionais. “Assim, não muda nada em 2019, com o novo governo, uma vez que quem determina preços e rege a lei de oferta e demanda é mesmo o mercado internacional. Preço é oferta e demanda, nada além disso. E o Brasil não tem investimentos significativos neste setor previstos para 2019. O cenário, portanto, permanece o mesmo, com tendência de continuar aumentando a demanda”, resumiu.

02O gerente lembrou que o Brasil consome 36 milhões de toneladas e que é o quarto maior consumidor do mundo, sendo precedido pela China, que ocupa o primeiro lugar, seguida da Índia e Estados Unidos. “No Brasil, o Estado que mais tem aumentado a demanda por fertilizantes é o Mato Grosso”, afirmou. Galhardo também apresentou o panorama do desempenho do nitrogênio, fósforo e potássio, os três principais macronutrientes que compõem os fertilizantes.

Ferreira, por sua vez, falou das opções de tecnologia para incremento de produtividade. “A eficiência da fonte de fósforo precisa ser destacada, bem como a solubilidade do magnésio e sua interação com a cultura da cana. A fonte de boro, no entanto, é a que atende criteriosamente a necessidade da cultura da cana. Ou seja, cada nutriente tem sua importância e seu papel”, concluiu.

Colaboradores da Coplana e produtores participaram da palestra e declararam que a apresentação foi esclarecedora. “A palestra auxiliou a gente a tomar a decisão na antecipação da compra para o plantio da cana. Os dados informados já eram os que tínhamos em mente.  A gente já sabia que o potássio ficaria neste patamar, mas foi bom saber que os nitrogenados vão ter alterações, com menor uso de fontes de nitrato. Isso vai levar à mudança de estratégias para outras fontes nitrogenadas”, comentou o produtor Azael Pizzolato Neto.

Fotos e Produção de texto: Renata Massafera – Neomarc

Núcleo de Negócios Silos promove reunião sobre soja e palestra com perspectivas do mercado

A soja foi tema de uma reunião ampla do Núcleo Silos, que ocorreu no dia 13 de novembro no CAC (Centro de Atendimento ao Cooperado), em Jaboticabal. Os cooperados tomaram conhecimento do percentual mínimo de soja depositada a ser comercializado, referente à safra 2018/2019. Também assistiram à palestra “Mercado de soja, perspectiva de preço e produção”, ministrada pela economista do Bradesco, Ellen Regina Steter.

Murilo Morelli, coordenador do Núcleo Silos, incentivou os cooperados a estarem mais presentes nos Núcleos Coplana. “É muito importante a nossa participação, e uma ótima oportunidade de levar à diretoria todas as demandas dos produtores, bem como propor ações”, comentou.

01 sojaMirela Gradim, superintendente da Cooperativa, explicou como funcionam os Núcleos e ratificou a importância do produtor participar.

O gerente de Operações da Unidade de Grãos, Roberto Weinert Moraes, falou do aumento da área de soja. “Tivemos um significativo aumento do volume recebido de soja nos últimos anos, e para a próxima safra estimamos um aumento de 18% em relação ao volume da safra passada. No nosso planejamento para a próxima safra, definimos a necessidade de venda de 43% do volume de soja entregue por cada cooperado até 30/04/2019, com o objetivo de recebermos e escoarmos de maneira eficiente. Temos desafios para os próximos anos, e nossa estrutura precisa ser adaptada para absorver o crescimento da cultura de soja na região. O Núcleo Silos, bem como em outras situações, tem um papel fundamental nesta busca de soluções. O Núcleo ajuda a tomar decisões e encontrar o melhor caminho”, disse Moraes.

O presidente da Coplana, José Antonio Rossato Junior, avaliou este novo momento vivido pelo segmento Silos na Cooperativa. “Há cinco safras o recebimento de soja na cooperativa tem crescido em média 33% ao ano. Nossa capacidade estática para armazenamento não comporta toda a safra, o que traz a necessidade dos produtores comercializarem um percentual antecipadamente. Estamos apresentando alternativas que flexibilizem a comercialização e o armazenamento de soja, a fim de gerenciar este crescimento substancial da cultura”, explicou Rossato. Ele encerrou sua fala, parabenizando a atuação dos coordenadores do Núcleo Silos, bem como toda a equipe da Coplana engajada na melhoria contínua da gestão e operação da estrutura de silos.

O encontro contou ainda com a participação da engenheira agrônoma Beatriz Berto, da RCI, que apresentou os processos comerciais da Intacta RR2 Pro, a convite do gestor de Tecnologia Agrícola e Inovação, Pablo Humberto Silva.

 

Palestra “Mercado de soja, perspectiva de preço e produção”,

ministrada pela economista do Bradesco, Ellen Regina Steter.

Que a economia tende a trilhar um caminho de recuperação, não há dúvida, mas ainda dependemos das definições do novo governo.

No caso do preço da soja, provavelmente haverá pouco espaço para uma valorização significativa. Esta foi uma das avaliações passadas pela economista Ellen Regina Steter, do departamento de Pesquisa e Estatística Econômica (Depec) do Bradesco, na palestra ministrada no CAC, em Jaboticabal, no dia 13 de novembro.

De acordo com a economista, há perspectiva de recuperação de mercado com o novo governo e com as possíveis reformas fiscal, administrativa e previdenciária. “O comércio varejista sentiu a desaceleração desde 2014 e agora está havendo uma retomada do consumo, principalmente no setor automotivo. Como consequência, a indústria de bens de consumo (máquinas e equipamentos) começou a respirar. A taxa de desemprego parou de piorar, e neste cenário o agronegócio tem uma participação diferenciada”, comentou Ellen.

Ela cita que o agronegócio está por trás, em grande medida, da recuperação da economia brasileira. “No caso da soja, a expectativa da Conab é uma safra um pouco menor do que a anterior, que havia sido recorde. A guerra comercial entre Estados Unidos e China tem criado condições melhores para o preço da soja brasileira, e a expectativa mundial é de outra safra recorde, principalmente nos Estados Unidos. Os preços, portanto, têm um viés mais altista (de aumento) para milho do que para soja”, explicou.

Ellen enxerga um panorama positivo para o agronegócio, com crescimento de crédito. A expectativa para a economia em 2019 também é positiva, com crescimento de 2,8%, que é tímido, mas superior a previsão de 1,1% este ano. “A agenda política precisa definir alguns detalhes como manutenção do teto de gastos, reformas administrativa, previdenciária e tributária, além de abertura comercial”, explicou, completando que a economia internacional está extremamente desafiadora, com a queda do barril do petróleo e a volatilidade do câmbio. “A expectativa é de que o dólar fique em torno de R$ 3,70”, avaliou.

As taxas de juros, de acordo com Ellen, também têm expectativa de elevação. “Esperamos que o Banco Central fique mais próximo da taxa de juros neutra, que é de 8%, mas pode ser que as reformas convirjam para uma alteração deste valor. Ainda é cedo para dizer, uma vez que o novo governo está apenas começando a traçar suas metas de ações”, concluiu.

Murilo Morelli destacou que as informações técnicas oferecidas pela economista vieram ao encontro do que o mercado vem sinalizando. “Início de um novo governo, expectativa de voltarmos a crescer, combate à corrupção, reformas e tudo o que dá esperanças ao agricultor para produzir com boas margens de renda. A palestra mostrou os novos ares e uma expectativa positiva”, avaliou Murilo.

A superintende da Coplana, Mirela Gradim, citou que o cenário apresentado pela economista foi mais para o positivo do que para o negativo, mas alertou que é necessário cautela por parte dos produtores. “Ainda há muito o que acontecer até a colheita. Importante que o produtor proteja parte de sua produção, pelo menos para pagamento do custo, minimizando o risco”, afirmou.

Fotos e Produção de texto: Renata Massafera – Neomarc 

Ácaro-vermelho do amendoim: avanços no manejo

Ácaros na cultura do amendoim foi o tema de três dissertações de mestrado da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) – Unesp Jaboticabal, sob orientação do Prof. Dr. Daniel Júnior de Andrade, do Departamento de Fitossanidade. Os trabalhos dos pós-graduandos em Entomologia Agrícola, Cirano Cruz Melville, Fabiano Aparecido dos Santos e Yoandry Rodríguez Rivero foram motivados, segundo o professor, pela carência de informações nesta área, importância da cultura para a região e estrutura da FCAV para projetos ligados ao amendoim. “Tivemos a colaboração de produtores, cooperativas, empresas privadas, entre outros”, afirmou.

Durante os estudos foi avaliada a capacidade de colonização do ácaro-vermelho do amendoim, Tetranychus ogmophallos, em mais de 50 plantas daninhas comuns em áreas de produção de amendoim em rotação com a cana-de-açúcar. “Este trabalho foi importante para conhecimento dos hospedeiros deste ácaro e alinhamento de estratégias de controle desta praga, bem como de plantas daninhas. Ficou evidente que este ácaro tem hábito alimentar monófago, alimentando-se basicamente de plantas do gênero Arachis. Foi verificado que plantas de amendoim ‘tigueras’ são importantes como refúgio e abrigo para o ácaro-vermelho durante a entressafra, e estas plantas devem ser controladas para evitar infestações do ácaro nas safras subsequentes”, ressaltou.

José Marcelo Alves Pacífico, engenheiro agrônomo e gerente Técnico-Comercial de Insumos da Coplana e Guilherme Pongeluppe Patti, engenheiro agrônomo e gerente da Filial Taquaritinga, destacaram a relevância dos estudos para o cultivo, sujeito a vários tipos de estresse, seja por fatores de natureza biótica ou abiótica. “Entre os fatores bióticos que afetam o desenvolvimento das plantas, destaca-se a ocorrência de pragas e doenças que limitam a produtividade da cultura. O ácaro-vermelho é uma praga emergente, que vem causando prejuízos aos produtores de amendoim desde a safra 2008/2009. Até a realização da pesquisa pouco se sabia sobre o potencial e a capacidade de dispersão desta espécie de ácaro”, afirmam. A seguir, os técnicos destacam diversas conclusões dos estudos.

Conclusões em destaque

  • O ácaro-vermelho possui importância para a cultura do amendoim, principalmente nos períodos de seca prolongada. No campo, sua infestação inicia-se em pequenas reboleiras, dificultando o diagnóstico precoce da praga na área, sendo percebida, na maioria das vezes, quando já está bastante alta. Infesta principalmente as folhas. Porém, é comum observá-lo nas hastes, principalmente quando a população está elevada. Além disso, um dos sinais mais característicos deste ácaro é a elevada quantidade de teia produzida (ANDRADE; MELVILLE; MICHELOTTO, 2016).
  • É conhecido como dispersão o conjunto de processos que possibilitam a fixação de indivíduos de uma espécie em um local diferente daquele onde nasceram. A capacidade de dispersão de um determinado organismo é considerada fator chave para a sua sobrevivência. Os seres vivos procuram novas áreas quando há competição por espaço e alimento, devido à elevação na densidade populacional. Observou-se que as plantas espontâneas identificadas na área apontam não ser hospedeiras de ácaro-vermelho, com exceção do amendoim. Para algumas plantas com porte maior que o amendoim, como por exemplo, a cana-de-açúcar, observou-se que os ácaros migram em alta população para o ápice da planta na tentativa de dispersar-se. Isso pode ser um fator importante para dispersão do ácaro no campo em áreas de amendoim em rotação com a cana-de-açúcar. Além disso, as altas infestações de amendoim tiguera em cana-planta constituem o principal fator de dispersão e estabelecimento de ácaro-vermelho e outras pragas importantes do amendoim nas entressafras.
  • Ácaros tetraniquídeos podem se dispersar de forma ativa, através do seu próprio caminhamento (HUSSEY; PARR,1963; ALVES; CASARIN; OMOTO, 2005), por forese (transporte por outros organismos) (YANO, 2004) ou por dispersão aérea através das correntes de ar (OSAKABE et al., 2008). Neste contexto, um fator importante relacionado à dispersão aérea dos tetraniquídeos é a produção de teia (BELL et al., 2005). Para o ácaro-vermelho ocorre um deslocamento coletivo quando há um alto índice populacional promovendo o esgotamento de alimento. Este tipo de dispersão é chamado de “balonismo” (ballooning), que é comumente realizado pelos ácaros fêmeas que se apoiam nos pares de pernas posteriores e levantam a parte anterior do corpo, deixando-se levar pelo vento. Fêmeas de algumas espécies de tetraniquídeos ficam penduradas por fios de seda por elas produzidos, até que o vento atinja velocidade para que o fio de seda arrebente (MORAES; FLECHTMANN, 2008).
  • A dispersão pode ser um fator capaz de influenciar a evolução de resistência a produtos fitossanitários através da migração de populações já resistentes (FRAGOSO; GUEDES; LADEIRA, 2003).
  • O ácaro-vermelho forma colônias sobre as plantas com elevado número de indivíduos que ocupam ambos os lados das folhas, causando clorose e queda prematura de folhas (FERREIRA; FLECHTMANN, 1997). Com o aumento populacional, pode-se observar a formação de uma densa camada de teia que tem como funções proteger a colônia contra chuva e predadores, facilitar o encontro entre machos e fêmeas, assim como tem papel muito importante na dispersão da espécie (BELL et al., 2005; YANO, 2008).
  • O ácaro-vermelho também causa depreciação quantitativa e qualitativa na cultura do amendoim. Foi verificado por Lourenção et al. (2001) redução de até 76% na produtividade da cultura de amendoim em campos destinados à produção de sementes. As plantas, quando infestadas nos primeiros estágios de desenvolvimento, não resistem ao ataque do ácaro-vermelho do amendoim, e quando a infestação ocorre aos 90 dias após a emergência pode haver redução de até 85% da produtividade (MELVILLE et al., 2018).
  • A velocidade do vento está diretamente relacionada com a dispersão do ácaro-vermelho (quanto maior a velocidade do vento, maior será o número de ácaros deslocados e maior será a distância). Alertamos nossos cooperados produtores de amendoim, que havendo suspeita da ocorrência de ácaros em suas lavouras, procurem imediatamente o engenheiro agrônomo que o atende, para que seja orientado corretamente em relação ao controle. Nossos técnicos estão preparados para oferecer o devido atendimento.

Calendário 2019

Projeto conta com inovações e participantes formam equipes para a produção de desenhos e frases

A Coplana, o Sicoob Coopecredi e a Socicana realizaram, no dia 19 de outubro, a 15ª Edição do Projeto Calendário. Este ano, em vez de concurso, a Comissão Organizadora promoveu um dia de atividades com dinâmicas da área de Educação Financeira, exposições e apresentações sobre Agricultura e Meio Ambiente, além de Jogos Cooperativos.

Filhos, netos e sobrinhos de cooperados e associados conheceram as instalações das entidades e fizeram um mergulho nos conceitos do agronegócio.

Para a criação dos desenhos e frases que irão compor o calendário das três entidades no próximo ano, os participantes formaram equipes, com base nos princípios do associativismo e cooperativismo. Sem os tradicionais critérios da seleção por competição, o resultado foi fruto do trabalho coletivo de crianças e adolescentes de 8 a 14 anos, focados no tema “Cooperar para Transformar”.

A mudança no formato marca uma nova fase da iniciativa e nas ações de Responsabilidade Social das entidades. Outra mudança neste ano foi a “premiação”. Como reconhecimento pela disposição em integrar a iniciativa, cada um dos dois inscritos levou para casa um kit com brindes das entidades e uma Poupança do Sicoob Coopecredi.

O calendário 2019, além de desenhos e frases, contará também com fotos do dia de atividades. A distribuição é gratuita e dirigida a associados, cooperados, fornecedores e parceiros.

Fotos: Ewerton Alves/Produção de Texto: Regiane Alves/Neomarc

Responsabilidade Social – Hospital de Amor recebe nova doação de cooperados da Coplana

Valor em 2018 alcançou R$ 50 mil

Pelo 13º ano consecutivo, produtores de grãos, cooperados da Coplana, realizam doação ao Hospital de Amor de Barretos, referência no Brasil e exterior pelo tratamento de pacientes com câncer.

No dia 2 de outubro, o presidente da Cooperativa, José Antonio Rossato Junior, e o vice-presidente Bruno Rangel Geraldo Martins estiverem no hospital para entregar o cheque de R$ 50.202,40 (cinquenta mil, duzentos e dois reais e quarenta centavos).

Ao longo dos últimos 13 anos, os produtores doam parte de seu produto para o Hospital, e a Cooperativa comercializa para reverter o valor em doação. Neste período, o montante já soma, sem correções, R$ 933.190,12 (novecentos e trinta e três mil, cento e noventa reais e doze centavos).

No dia da doação, Rossato Junior e Bruno Rangel foram recebidos pelo gerente de Captação de Recursos do Hospital, Antônio Zardini, que enfatizou o conceito de humanização no atendimento, segundo ele, também responsável pela recuperação dos pacientes. Ele lembrou de uma convicção do Dr. Paulo Prata, idealizador e fundador do Hospital, para quem o remédio não fazia efeito se o paciente não recebesse acolhimento.

Rossato falou de sua satisfação ao entregar o cheque, representando os cooperados de grãos. E lembrou, além da competência e estrutura, o diferencial humano, que se tornou uma marca do Hospital e que contribui com o resultado dos tratamentos.

Esta mobilização da Cooperativa para a causa do Hospital de Amor leva em consideração, entre outros aspectos, a excelência do atendimento, o trabalho de excelência, o atendimento humanizado e a ajuda a milhares de pessoas de todo o Brasil. Mensalmente, o déficit do Hospital chega a R$ 20 milhões que precisam ser supridos por meio de doações.

Doações Hospital de Amor

Ato Cooperativo do Amendoim – Cooperados Coplana

2006 54.014,96
2007 51.388,82
2008 74.491,07
2009 40.950,54
2010 45.714,03
2011 41.153,16
2012 91.265,84
2013 59.260,05
2014 49.398,12
2015 61.729,51
2016 66.480,00
2017 247.141,62
2018 50.202,40
Total………………………………. 933.190,12

Fotos e Produção de Texto: Regiane Alves/Neomarc

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Campo Limpo 2018

Resumo das atividades promovidas pela Coplana

Central de Portas Abertas

Pelo 14º ano consecutivo, a Coplana – Cooperativa Agroindustrial promoveu, em conjunto com a cadeia produtiva de todo o Brasil, o Dia Nacional do Campo Limpo, comemorado anualmente no dia 18 de agosto. A data integra o Calendário Nacional desde 2008 e foi criada pelo Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) com o objetivo de reconhecer o papel de produtores, cooperativas, fornecedores e revendas no processo de logística reversa de embalagens de defensivos.

 

campo6No dia 17 de agosto, alunos da Etec Bento Carlos Botelho do Amaral, de Guariba, conheceram a Central de Recebimento de Embalagens da Coplana e a produção canavieira. A visita começou com a palestra do gerente Técnico-Comercial de Insumos, José Marcelo Pacífico, no auditório da Socicana. Ele explicou todo o processo do plantio à colheita da cana, esclarecendo os cuidados com a sustentabilidade.

“Tudo na cana-de-açúcar se aproveita. Ela gera energia, emprego e renda. Precisamos desmistificar vários conceitos equivocados em relação à cana de açúcar e deixar muito claro para a sociedade que atualmente a cana com certeza é uma das culturas mais sustentáveis e ambientalmente correta. O gerente explicou também sobre a importância da utilização dos defensivos agrícolas, outro tema que se faz necessário a elucidação da sociedade e o papel fundamental da Central de Recebimento de Embalagens (CRE) da Cooperativa, que foi pioneira e serviu de modelo não só para as unidades brasileiras, como também de outros países.

 

A apresentação continuou com Fábio Elias de Paiva, responsável técnico da Central de Recebimento de Embalagens, que mostrou como era o descarte de embalagens antes da intervenção da Coplana e como é a destinação atualmente. “A evolução deste processo culminou com o atual modelo de logística reversa. Há duas recicladoras que recebem o material da Coplana e das demais centrais, que hoje são dezenas no Brasil”, contou Fábio.

Em seguida, os alunos seguiram para a CRE. “O Fábio já tinha ido à minha escola e eu já conhecia bastante o processo. Fiz até um poema sobre a importância do agronegócio e acho muito importante estas visitas, que nos esclarecem tanto sobre a realidade que vivemos”, contou Sara Máximo, de 15 anos.

O estudante Gabriel Henrique Lopes Souza, de 17 anos, falou que estava entrando na CRE da Coplana pela primeira vez, mas já sabia parte do que acontecia na Central. “As informações que recebemos hoje foram fundamentais para entendermos o que a logística reversa. Quanto à importância da cana, eu já sabia. Minha mãe trabalha em laboratório de uma usina e nos conta a importância do agronegócio”, disse Gabriel.

Sinara Aparecida Lucas da Silva, coordenadora do Ensino Médio da Etec Bento Carlos Botelho do Amaral, estava visitando a Central pela primeira vez e garantiu que ficou impressionada com o cuidado na destinação das embalagens. “Trouxemos os alunos do primeiro ano de Administração porque eles vão aprender logística reversa, mas com a visita eles aprenderam muito mais”, destacou a coordenadora.

 

Exposição em Jaboticabal

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No dia 24 de agosto, foi a vez de Jaboticabal sediar a exposição: “Sustentabilidade e Meio Ambiente”, na Estação

de Eventos Cora Coralina. Fábio de Paiva comentou que as atividades mostraram não só as ações da Coplana ao longo dos anos, no sentido de preservação do meio ambiente, mas também outras iniciativas, como as do Centro de Educação Ambiental (CEA) da Prefeitura de Jaboticabal, Fatec Jaboticabal, Etec de Guariba, Escola Estadual Joaquim Batista, Sescoop/SP e Colégio Técnico Agrícola da Unesp Jaboticabal. Ao longo do dia, participaram cerca de 500 estudantes da região.

Thaíres de Jesus Nascimento, 10 anos, participou pela segunda vez do DNCC e contou que gosta muito de aprender novas formas de cuidar do meio ambiente. “Aprender brincando é muito bom”, completou. Larissa Eduarda Silva, 10 anos, concorda. “É muito gostoso saber o que devemos fazer para cuidar da natureza. O que mais gosto no Dia de Campo Limpo é o teatro”, disse Larissa, que acompanhava atenta à peça “A princesa higiene e o príncipe meio ambiente”, interpretada pela Companhia Arueiras do Brasil.

A estudante Paola Carolainy Santos Murillo, 10 anos, participou pela segunda vez do Dia de Campo Limpo e garantiu que a cada edição há um novo aprendizado. “O teatro deste ano falou sobre jogar lixo nas ruas. No ano passado, aprendemos a cuidar dos rios”, citou Paola.

Luciana Caruso, inspetora da EMEC Dr. José Abdo Chueire, ressaltou a importância dos conteúdos abordados durante o Dia de Campo Limpo. “Os alunos absorvem as informações e repassam para seus familiares. É uma ação muito importante. Os organizadores estão de parabéns”, avaliou.

Entre as dinâmicas ao longo do dia, os estudantes conheceram o cultivo por hidroponia, um aquecedor solar de baixo custo, animais empalhados, um processo caseiro para a reciclagem de papel, além de peça de teatro.

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Fotos: Ewerton Alves / Produção de texto: Renata Massafera – Neomarc